{"id":2529,"date":"2024-03-08T11:30:00","date_gmt":"2024-03-08T14:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/enois.org\/?p=2529"},"modified":"2024-03-08T11:30:00","modified_gmt":"2024-03-08T14:30:00","slug":"a-rede-enois-e-a-potencia-mulheres-que-ela-nos-traz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enois.org\/en\/a-rede-enois-e-a-potencia-mulheres-que-ela-nos-traz\/","title":{"rendered":"A Rede \u00c9nois e a \u201cpot\u00eancia mulheres\u201d que ela nos traz"},"content":{"rendered":"<p>Hoje \u00e9 8 de Mar\u00e7o, Dia Internacional de Luta das Mulheres, e nossa primeira hist\u00f3ria por aqui n\u00e3o poderia ser diferente disso. Recentemente,&nbsp;<a href=\"https:\/\/old.enoisconteudo.com.br\/sanara-santos-assume-diretoria-na-enois\/\">anunciamos a chegada de Sanara Santos \u00e0 diretoria da \u00c9nois<\/a>, a primeira mulher trans negra e perif\u00e9rica a ocupar um cargo de dire\u00e7\u00e3o em uma organiza\u00e7\u00e3o de jornalismo do Brasil. Agora, trazemos com orgulho uma outra trajet\u00f3ria tamb\u00e9m muito significativa e que demarca novas eras, se assim podemos chamar nossas revolu\u00e7\u00f5es.<br><br>A pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/pratofirmeza.com.br\/\">Prato Firmeza, o guia gastron\u00f4mico das quebradas da \u00c9nois<\/a>, ser\u00e1 coordenada pela primeira vez por uma pessoa da Rede \u00c9nois, comunidade que cultivamos reunindo iniciativas parceiras de comunica\u00e7\u00e3o local de todo o Brasil. Essa pessoa \u00e9 mulher, \u00e9 negra, \u00e9 m\u00e3e e vive no Norte do pa\u00eds.<br><br>\u00c9 Cec\u00edlia Amorim, companheira que desbrava o jornalismo ambiental na regi\u00e3o amaz\u00f4nica e agora est\u00e1 com a gente colaborando na equipe. Cec\u00edlia retrata muito bem o que chamamos de Rede \u00c9nois\u2026 Uma comunidade composta majoritariamente por mulheres (51,3% da Rede \u00c9nois), pessoas pretas (27,2%), e que tem constru\u00eddo conex\u00f5es na regi\u00e3o Norte (10% da Rede \u00c9nois est\u00e1 no estado do Par\u00e1, com 140 pessoas).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Chega c\u00e1, Cec\u00edlia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cec\u00edlia, a partir de quem \u00e9, mobiliza o territ\u00f3rio em que vive com o jornalismo local. Na \u00c9nois,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6K1UxuVnuw4&amp;list=PLhkWZx0gxkbieblfgqaeTuR_IrYTIvjqU&amp;index=20\">j\u00e1 participou do Reda\u00e7\u00e3o Aberta<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/old.enoisconteudo.com.br\/desbravando-o-jornalismo-ambiental-na-amazonia\/\">escreveu uma Diversa,<\/a>&nbsp;representou a rede no Congresso da Abraji (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo), em 2023, e hoje nos presenteia estando na coordena\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo Prato Firmeza.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela \u00e9 jornalista e m\u00e3e de duas crian\u00e7as. Nasceu em Imperatriz (MA), mas mora h\u00e1 30 anos em Bel\u00e9m (PA), desde quando a fam\u00edlia decidiu tentar a vida no Norte. Cec\u00edlia recorda que desde a inf\u00e2ncia teve o incentivo de estudar. Sua m\u00e3e, que era trabalhadora dom\u00e9stica, ganhava livros doados e lhe presenteava. Aos 13 anos, tamb\u00e9m passou a trabalhar como dom\u00e9stica conciliando com os estudos para ajudar a fam\u00edlia. Rotina dif\u00edcil para uma pr\u00e9-adolescente, mas que \u00e9 a realidade de muitas meninas Brasil afora.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas tamb\u00e9m (e que sejam cada vez mais), assim como Cec\u00edlia, superam essas barreiras e conseguem realizar sonhos\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cN\u00e3o escolhi exatamente o jornalismo. Eu escolhi escrever e me encontrei dentro do jornalismo\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, no in\u00edcio da pandemia da Covid-19, ela foi convidada por tr\u00eas amigos comunicadores (Adison Ferreira, Eraldo Paulino e Felipe Melo) para realizar o podcast Carta Amaz\u00f4nia, que dois anos depois participou do<a href=\"https:\/\/old.enoisconteudo.com.br\/programa-diversidade-redacoes\/\">&nbsp;Diversidade nas Reda\u00e7\u00f5es da \u00c9nois<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Cec\u00edlia, com esse recursos do programa foi poss\u00edvel repensar a iniciativa como algo maior, e assim nasce o site do Carta Amaz\u00f4nia. Hoje, a iniciativa \u00e9 uma das organiza\u00e7\u00f5es selecionadas pelo TechCamp Bel\u00e9m 2023, a Embaixada e Consulados EUA no Brasil, em parceria com a \u00c9nois, contempladas com recursos para desenvolver um projeto pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/cartaamazonia.com.br\/carta-amazonia-lanca-escola-de-jornalismo-socioambiental\/\">Escola Carta Amaz\u00f4nia de Jornalismo Ambiental<\/a>&nbsp;est\u00e1 sendo realizada e recebeu 177 inscri\u00e7\u00f5es. Um verdadeiro sucesso!!<\/p>\n\n\n\n<p>Desde quando Cec\u00edlia Amorim passou a entender como a grande m\u00eddia cobre o territ\u00f3rio amaz\u00f4nico, ela trabalha e sonha com um jornalismo local, decolonial e protagonizado por quem vive na regi\u00e3o. Um jornalismo que quebra os estere\u00f3tipos da m\u00eddia hegem\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cA grande m\u00eddia s\u00f3 chega aqui, mandando seus jornalistas, para falar de trag\u00e9dia. Mas existe uma Amaz\u00f4nia metr\u00f3pole, ribeirinha, ind\u00edgena, floresta, lavrado, dos peixes e da carne. Esse territ\u00f3rio \u00e9 muito plural e o jornalismo local \u00e9 para comunicar que somos muitas realidades e n\u00e3o uma coisa s\u00f3\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Falar de luta \u00e9 tamb\u00e9m falar sobre conquista. Por isso, contamos hoje a hist\u00f3ria de Cec\u00edlia que se mistura com a nossa e move comunica\u00e7\u00e3o e territ\u00f3rios para perspectivas mais justas e diversas. Inspirador, n\u00e9?<br><br>Fica com a gente que tem mais chegando!<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje \u00e9 8 de Mar\u00e7o, Dia Internacional de Luta das Mulheres, e nossa primeira hist\u00f3ria por aqui n\u00e3o poderia ser diferente disso. 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