{"id":2543,"date":"2025-07-15T12:16:00","date_gmt":"2025-07-15T15:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/enois.org\/?p=2543"},"modified":"2025-07-15T12:16:00","modified_gmt":"2025-07-15T15:16:00","slug":"a-comunicacao-que-constroi-nao-odeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enois.org\/en\/a-comunicacao-que-constroi-nao-odeia\/","title":{"rendered":"A comunica\u00e7\u00e3o que constr\u00f3i, n\u00e3o odeia"},"content":{"rendered":"<p>Tem algo no DNA da \u00c9nois que atravessa o tempo e as pessoas que fazem essa organiza\u00e7\u00e3o. Se resume em uma palavra com a qual quem nos acompanha tamb\u00e9m se reconhece: diversidade. Com ela, vem o cuidado, que se tornou a metodologia da \u00c9nois de trabalho, de relacionamento e de fazer comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio em que o \u00f3dio virou linguagem pol\u00edtica e o desamparo \u00e9 estruturado, comunicar com afeto e respeito \u00e0 inclus\u00e3o \u00e9 uma escolha radical. Uma escolha que inspira a \u00c9nois e \u00e9 fio condutor do que fortalecemos e transformamos \u2014 e que se aprofunda nas palavras da jornalista, professora e conselheira da \u00c9nois&nbsp;<strong>Fabiana Moraes<\/strong>, ao defender um&nbsp;<strong>humanismo radical<\/strong>&nbsp;como \u00fanica sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/redir\/redirect?url=https%3A%2F%2Fgamarevista%2Euol%2Ecom%2Ebr%2Fcolunistas%2Ffabiana-moraes%2Fso-ha-uma-saida-um-humanismo-radical%2F&amp;urlhash=zZWo&amp;trk=article-ssr-frontend-pulse_little-text-block\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Foi o que ela escreveu em uma coluna publicada em janeiro<\/a>&nbsp;deste ano, em resposta a um cen\u00e1rio de retrocessos democr\u00e1ticos no Brasil e no mundo, se referindo a um conceito cunhado pela escritora&nbsp;<strong>Sylvia Wynter<\/strong>. \u201cEle s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando&nbsp;<strong>n\u00e3o permitimos que certos seres humanos sejam considerados mais humanos do que outros<\/strong>. Parece \u00f3bvio. Mas n\u00e3o \u00e9\u201d, disse ela no texto.<\/p>\n\n\n\n<p>O\u00a0<strong>mapeamento de G\u00eanero, Ra\u00e7a e Territ\u00f3rio (GRT)<\/strong>, feito pela \u00c9nois, \u00e9 um exemplo concreto disso. A partir dele, entendemos que\u00a0<strong>mais de 50% das pessoas que participam dos nossos projetos s\u00e3o mulheres negras perif\u00e9ricas<\/strong>, lideran\u00e7as de comunica\u00e7\u00e3o em seus territ\u00f3rios.<br><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2025\/09\/1752590113236-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2545\" srcset=\"https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590113236-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590113236-300x225.jpeg 300w, https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590113236-768x576.jpeg 768w, https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590113236.jpeg 1333w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Rede \u00c9nois reunida para o TechCamp Bel\u00e9m, que aconteceu em 2023. Foto: Gl\u00f3ria Maria\/\u00c9nois<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Esse olhar para g\u00eanero, ra\u00e7a e territ\u00f3rio orienta o\u00a0<\/em><strong><em>quem<\/em><\/strong><em>, o\u00a0<\/em><strong><em>como<\/em><\/strong><em>\u00a0e o\u00a0<\/em><strong><em>porqu\u00ea<\/em><\/strong><em>\u00a0das nossas a\u00e7\u00f5es. \u201cOlhar para g\u00eanero, ra\u00e7a e territ\u00f3rio se tornou o cerne da nossa atua\u00e7\u00e3o. Nossa comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o faz sentido se n\u00e3o enfrentar o machismo, a cisnormatividade, o racismo e a exclus\u00e3o dos territ\u00f3rios perif\u00e9ricos\u201d, comenta Jessica Mota, gerente na \u00c9nois.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Criamos pr\u00e1ticas que integram&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/redir\/redirect?url=https%3A%2F%2Fcaixadiversidade%2Eenois%2Eorg%2F2020%2F09%2F23%2Fcriando-espacos-de-escuta-e-cuidado%2F&amp;urlhash=QiRO&amp;trk=article-ssr-frontend-pulse_little-text-block\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">metodologias de escuta ativa \u00e0s rotinas da comunica\u00e7\u00e3o<\/a>, reconhecendo o afeto como ferramenta de gest\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o. Desenvolvemos um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/redir\/redirect?url=https%3A%2F%2Fcaixadiversidade%2Eenois%2Eorg%2F2021%2F06%2F15%2Fcomo-criar-um-protocolo-de-saude-mental-na-redacao%2F&amp;urlhash=pXa6&amp;trk=article-ssr-frontend-pulse_little-text-block\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">protocolo de sa\u00fade mental para reda\u00e7\u00f5es<\/a>&nbsp;que prop\u00f5e pr\u00e1ticas de cuidado coletivo como resposta ao adoecimento de quem comunica \u2014 especialmente nas periferias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado do cuidado, a&nbsp;<strong>descoloniza\u00e7\u00e3o das narrativas<\/strong>&nbsp;tamb\u00e9m se tornou parte da nossa pr\u00e1tica cotidiana. Compartilhamos caminhos sobre isso no texto&nbsp;<em><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/redir\/redirect?url=https%3A%2F%2Fcaixadiversidade%2Eenois%2Eorg%2F2021%2F07%2F18%2Fcomo-colocar-escuta-e-descolonizacao-em-pratica-no-jornalismo%2F&amp;urlhash=oosA&amp;trk=article-ssr-frontend-pulse_little-text-block\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como colocar escuta e descoloniza\u00e7\u00e3o em pr\u00e1tica no jornalismo<\/a><\/em>, onde propomos uma comunica\u00e7\u00e3o que reconhece os saberes populares, enfrenta os apagamentos simb\u00f3licos e amplia as vozes que historicamente foram silenciadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a \u00c9nois,&nbsp;<strong>comunica\u00e7\u00e3o tem sentido quando impacta positivamente as comunidades que a produzem e recebem<\/strong>. Foi com essa premissa que sistematizamos um conjunto de orienta\u00e7\u00f5es em&nbsp;<em><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/redir\/redirect?url=https%3A%2F%2Fcaixadiversidade%2Eenois%2Eorg%2F2023%2F11%2F01%2Fcomo-fazer-e-medir-um-jornalismo-que-impacta-as-comunidades%2F&amp;urlhash=HLE-&amp;trk=article-ssr-frontend-pulse_little-text-block\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como fazer e medir um jornalismo que impacta as comunidades<\/a><\/em>. \u00c9 um convite a avaliar o sucesso de um projeto n\u00e3o apenas por n\u00fameros, mas pela transforma\u00e7\u00e3o real no territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>\u201cNo campo da comunica\u00e7\u00e3o, esse humanismo pode ser compreendido como uma pr\u00e1tica que tensiona as hierarquias narrativas. Ele exige que questionemos n\u00e3o s\u00f3 quem fala e quem \u00e9 ouvido, mas tamb\u00e9m quais vidas s\u00e3o reconhecidas como dignas de serem narradas com profundidade e complexidade. Trata-se, portanto, de uma postura \u00e9tica e pol\u00edtica que recusa a objetifica\u00e7\u00e3o ou a estigmatiza\u00e7\u00e3o das pessoas retratadas \u2014 especialmente quando essas pessoas pertencem a grupos racializados, perif\u00e9ricos ou subalternizados\u201d, explica Fabiana.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"771\" src=\"https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2025\/09\/1752590162845-1024x771.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2546\" srcset=\"https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590162845-1024x771.jpeg 1024w, https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590162845-300x226.jpeg 300w, https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590162845-768x579.jpeg 768w, https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590162845.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Fabiana Moraes (\u00e0 direita) participou do Lan\u00e7amento de livros no 18\u00ba Congresso da Abraji (2023). Foto: Pedro Moreira\/Abraji<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que estamos na dif\u00edcil disputa por um futuro que fortale\u00e7a as rela\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias para a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira, que \u00e9 negra e est\u00e1 nas periferias. Rela\u00e7\u00f5es essas que s\u00e3o fundamentais para a manuten\u00e7\u00e3o do tecido social.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que a informa\u00e7\u00e3o, em texto, em imagem, em \u00e1udio, \u00e9 fundamental para esse processo. Se n\u00e3o fosse, n\u00e3o haveria tanto dinheiro e tempo sendo investido em financiar narrativas de segrega\u00e7\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o, \u00f3dio e desinforma\u00e7\u00e3o, das mais escancaradas \u00e0s mais sutis, com o objetivo de enfraquecer comunidades para manipular decis\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>\u201cA comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e perif\u00e9rica pode, sim, ser vista como express\u00e3o concreta desse humanismo radical. Esses projetos \u2014 muitas vezes fora dos grandes centros de produ\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica \u2014 n\u00e3o apenas informam, mas criam sentido a partir de viv\u00eancias locais, resistindo a uma l\u00f3gica centralizadora e desumanizante que ainda estrutura boa parte da m\u00eddia tradicional\u201d, ressalta nossa conselheira. \u201cEles constroem outras epistemologias, pautadas na experi\u00eancia direta, na escuta coletiva e na atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica enraizada. Aplicar o humanismo radical \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o significa tamb\u00e9m recusar o distanciamento seguro, muitas vezes confundido com neutralidade, e compreender o fazer jornal\u00edstico e comunicacional como parte ativa da disputa por reconhecimento, mem\u00f3ria e justi\u00e7a.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A premissa do humanismo radical \u00e9 tamb\u00e9m algo que acompanha a estrutura e a \u00e1rea de Rela\u00e7\u00f5es Humanas (RH) da \u00c9nois. \u201cCom&nbsp;<strong>escuta, di\u00e1logo, conhecimento e adapta\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;\u2014 nossos novos valores \u2014 seguimos firmes no prop\u00f3sito de fortalecer coletivos de comunica\u00e7\u00e3o nas periferias, sem perder de vista quem torna isso poss\u00edvel: a nossa pr\u00f3pria equipe\u201d, explica Alexia Oliveira, respons\u00e1vel pelo desenvolvimento de dois novos movimentos internos muito importantes na organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um deles \u00e9 a&nbsp;<strong>avalia\u00e7\u00e3o de desempenho<\/strong>, que teve seu primeiro ciclo rodado em junho, e que trouxe a possibilidade de humanizar o trabalho ao propor um momento em que cada pessoa pode olhar para o seu caminho, reconhecer suas pot\u00eancias, identificar pontos de aten\u00e7\u00e3o e, principalmente, construir planos de desenvolvimento de forma conjunta com suas lideran\u00e7as. Tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de garantir mais justi\u00e7a nas decis\u00f5es, promovendo um ambiente mais coerente entre entrega, reconhecimento e oportunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O outro \u00e9 a&nbsp;<strong>pol\u00edtica de cargos e sal\u00e1rios<\/strong>, que ainda est\u00e1 em aprova\u00e7\u00e3o, e vem pra organizar nossa casa com mais transpar\u00eancia. Ela prop\u00f5e um modelo estruturado de n\u00edveis, faixas salariais e escopos de trabalho, pensado de acordo com a realidade da \u00c9nois \u2014 e com o compromisso de reduzir desigualdades internas, dar mais previsibilidade para quem est\u00e1 aqui e orientar processos futuros de contrata\u00e7\u00e3o, movimenta\u00e7\u00e3o interna e crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como fazer isso num cen\u00e1rio em que nossa sustentabilidade financeira ainda depende majoritariamente da filantropia e de leis de incentivo que quase nunca destinam recursos para o fortalecimento institucional? Transpar\u00eancia, valoriza\u00e7\u00e3o e cuidado com as pessoas n\u00e3o s\u00e3o luxo \u2014 s\u00e3o base pra qualquer organiza\u00e7\u00e3o que queira existir de forma coerente com os valores que carrega.&nbsp;<strong>Al\u00f4, filantropia:<\/strong>fortalecer o institucional \u00e9 fortalecer o impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa atua\u00e7\u00e3o pode ser uma gota no oceano. Mas como fala um personagem do filme \u201cA Viagem\u201d: \u201co que \u00e9 um oceano se n\u00e3o um infinito de gotas?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E por a\u00ed, qual tem sido sua contribui\u00e7\u00e3o nesse oceano de gotas da comunica\u00e7\u00e3o que abra\u00e7a o humanismo radical? Responde pra gente ou compartilha no grupo da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/redir\/redirect?url=https%3A%2F%2Fchat%2Ewhatsapp%2Ecom%2FFQN1ZkcsS03HPaV0LmkeuO&amp;urlhash=BAfp&amp;trk=article-ssr-frontend-pulse_little-text-block\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rede \u00c9nois no WhatsApp<\/a>. A gente te escuta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"744\" height=\"262\" src=\"https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2025\/09\/1752590250632.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2547\" srcset=\"https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590250632.png 744w, https:\/\/enois.org\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1752590250632-300x106.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px\" \/><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem algo no DNA da \u00c9nois que atravessa o tempo e as pessoas que fazem essa organiza\u00e7\u00e3o. Se resume em uma palavra com a qual quem nos acompanha tamb\u00e9m se reconhece: diversidade. Com ela, vem o cuidado, que se tornou a metodologia da \u00c9nois de trabalho, de relacionamento e de fazer comunica\u00e7\u00e3o. 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