{"id":2579,"date":"2025-04-16T21:23:57","date_gmt":"2025-04-17T00:23:57","guid":{"rendered":"https:\/\/enois.org\/?p=2579"},"modified":"2025-04-16T21:23:57","modified_gmt":"2025-04-17T00:23:57","slug":"ha-jornalismo-de-qualidade-sendo-feito-em-situacao-de-pobreza-nas-periferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enois.org\/en\/ha-jornalismo-de-qualidade-sendo-feito-em-situacao-de-pobreza-nas-periferias\/","title":{"rendered":"H\u00e1 jornalismo de qualidade sendo feito em situa\u00e7\u00e3o de pobreza nas periferias"},"content":{"rendered":"<p>Reconhecer que h\u00e1 jornalistas \u2013 especialmente mulheres e pessoas negras \u2013 produzindo informa\u00e7\u00e3o de qualidade em condi\u00e7\u00f5es de pobreza \u00e9 fundamental para buscar condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho e diferenciar empreendedorismo de precariza\u00e7\u00e3o no campo do jornalismo. Esse \u00e9 o ponto central do artigo \u201cQuem faz jornalismo das periferias no Brasil? Perfil e desafios das iniciativas jornal\u00edsticas\u201d, apresentado no 1\u00ba Simp\u00f3sio de Desigualdade e G\u00eanero em Corumb\u00e1, Mato Grosso do Sul.<br><br>dispon\u00edvel na p\u00e1gina 186: <a href=\"https:\/\/lnkd.in\/dMvcexej\">https:\/\/lnkd.in\/dMvcexej<\/a><br><br>A pesquisa Retrato do Jornalismo Brasileiro foi pioneira no mapeamento do perfil racial, de g\u00eanero e de territ\u00f3rio das iniciativas jornal\u00edsticas. Se debru\u00e7ou sobre o jornalismo perif\u00e9rico, frequentemente desconsiderado como jornalismo porque visto como miss\u00e3o, como extens\u00e3o dos corpos perif\u00e9ricos porque a informa\u00e7\u00e3o apoia sua defesa e exist\u00eancia.<br><br>\u201c\u00c9 preciso falar de forma aberta e sem medo sobre jornalistas perif\u00e9ricas produzindo informa\u00e7\u00e3o de qualidade em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Por isso o jornalismo, desde dentro das universidades, precisa discutir classe social. S\u00e3o as pessoas ricas e brancas que majoritariamente conseguem ainda seguir empregados num mercado em crise\u201d, disse Paula Faustino Sampaio, coordenadora do Grupo de Trabalho Mulheres, Territ\u00f3rios E Viol\u00eancias: Hist\u00f3rias De Destemor.<br><br>O artigo foi produzido pela diretora de desenvolvimento institucional da \u00c9nois, <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/simone-cunha-a42944a\/\">simone cunha<\/a>, e a coordenadora da Retrato, <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/angelawerdemberg\/\">Angela Werdemberg dos Santos<\/a>, e mostra a oposi\u00e7\u00e3o entre a import\u00e2ncia do jornalismo perif\u00e9rico para informar as comunidades e efetivar a democracia no dia a dia, e a falta de recursos para manter essas iniciativas, o que alimenta o ciclo da desigualdade e da precariza\u00e7\u00e3o.<br><br>A pesquisa mostra ainda as condi\u00e7\u00f5es desiguais em que \u00e9 feita a comunica\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. De um lado, muitas mulheres negras e perif\u00e9ricas t\u00eam de pagar para manter suas iniciativas. S\u00e3o CEOs volunt\u00e1rias, como descreve o CEERT, parceiro da \u00c9nois na pesquisa. De outro, jornalistas homens brancos desenvolvendo suas iniciativas e conseguindo contratar at\u00e9 5 funcion\u00e1rios.<br><br>A atua\u00e7\u00e3o de iniciativas que articulam o campo da comunica\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica e produzem dados sobre essa realidade s\u00e3o fundamentais para o fortalecimento estrutural e a inclus\u00e3o produtiva na informa\u00e7\u00e3o.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecer que h\u00e1 jornalistas \u2013 especialmente mulheres e pessoas negras \u2013 produzindo informa\u00e7\u00e3o de qualidade em condi\u00e7\u00f5es de pobreza \u00e9 fundamental para buscar condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho e diferenciar empreendedorismo de precariza\u00e7\u00e3o no campo do jornalismo. 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